FILME INSTIGANTE....

19:23 Clementino Junior 2 Comments

Hoje ilustrarei nosso blog com um breve relato da sessão do DOCTV IV - NEGROS, de Mônica Simões, exibido na sexta 28 de maio de 2010.

O público ficou dividido entre a beleza e o resgate de imagens históricas e belas da primeira metade do documentário, muitas com sons produzidos e pesquisa de sons da época, e a parte moderna e familiar dos tempos modernos.
A opção da diretora em fazer uma narrativa isenta das imagens, seguindo uma certa ordem cronológica criou um longo debate no Café Barravento, anexo ao Tempo Glauber, onde discutiu-se onde começava e onde terminava a mão do autor numa obra onde não se exploravam a fundo os acontecimentos que ilustravam a trajetória do povo negro em Salvador.


Particularmente acho que Mônica foi feliz em não tentar competir com o rumo dos acontecimentos, e não investir em discutir ou questionar o rumo de certos fatos, e vejo no passar dos tempos como o próprio tempo se encarrega de contar a história do negro, você vê como as tradições de cultura negra, onde estes aparecem mais como protagonistas, como o carnaval, a pesca, a religião de matriz afro, não mudam, em compensação o tamanho da cidade e a invasão evangélica entram de forma pesada no cotidiano do povo negro baiano.
Claro que a seleção do material por si só já indica o roteiro e a mensagem transmitida, mas foi interessante o quanto o meu pequeno público, formado por figuras distintas (designer, jornalista, professor de cinema, ator, produtora cultural...) ficarem mais de uma hora em meio a cervejinhas e cachacinhas salinas discutindo um doc de 52 minutos, mesmo na ausência da diretora que por questões de trabalho em andamento não pode comparecer, mostra o quanto uma obra pode estimular um debate, que é a proposta matriz deste Cineclube.

Faremos um recesso durante a Copa do Mundo, e retornaremos no dia 16 de julho, trabalhando a questão do Negro na América Latina. Até lá!

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O ARTILHEIRO NO CINEFOOT HOJE

20:18 Clementino Junior 1 Comments

Meu curta-metragem mais exibido, O ARTILHEIRO, faz mais uma das suas e está na competitiva do festival CINEFOOT, no Rio de Janeiro, no Unibanco Arteplex.
A sessão, com ENTRADA FRANCA, será sábado, dia 29, as 19 horas.
Aguardo vocês, mas não demore com a pipoca e no banheiro, pois o filme só tem 2 minutos, e se abrir a sessão, já era!


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OS NEGROS DIA 28

18:05 Clementino Junior 0 Comments

Sessão especial com a presença da diretora Mônica Simões... não percam esta sessão antes de nosso recesso (em função da Copa do Mundo).
Até lá...

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OLHAR CANADENSE

06:36 Clementino Junior 2 Comments

Recebi de um amigo, que se cadastrava para trabalhar numa empresa canadense, e o formulário pedia que vc escolhesse entre as opções para se descrever racialmente.
Prefiro não fazer traduções, que não é minha área, mas farei um comentário após o texto...




Aboriginal peoples are Indians, Inuit or Métis of Canada.
Members of visible minorities are persons, other than Aboriginal peoples, who are non-white in colour/race. For instance, the following persons may be considered to belong to a visible minority: (please note that this list is non-exhaustive)
Blacks (Africans, Haitians, Jamaicans, etc.);
South Asians (Bengalis, Tamils, Indians of India, etc.);
Chinese (from Hong Kong, China, Mongolia, etc.);
Koreans;
Japanese;
Southeast Asians (Vietnamese, Cambodians, Thais, Laotians, etc.);
Filipinos;
other Pacific Islanders;
West Asians and Arabs (Armenians, Iranians, Lebanese, Moroccans, Egyptians, Turks, etc.);
Latin Americans (Brazilians, Colombians, Cubans, Peruvians, Guatemalans, etc.)

Fonte: http://www.tradercorporation.com/en/index.html

Visible Minorities (algo como "minorias visíveis", em suma: tá na cara!!!)
Resumo da ópera: só o Brasileiro se julga "branco"?

Foto: "O Mulato" - de Candido Portinari

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DARLUZ

19:58 Clementino Junior 1 Comments

No último mês exibimos no cineclube, em uma sessão chamada 4XCorpo o filme DARLUZ, de Leandro Goddinho, que tinha outro filme programado para esta (D.O.R.) e que foi sacado no último minuto, graças a incidentes inacreditáveis que aconteceram com um dos filmes programados, que insistiu em não estar disponivel para exibição naquele dia.
O filme premiado que seria um "tapa-buracos" para cumprirmos o prometido ao público de 12 pessoas que foi embaixo de temporal ao Tempo Glauber assistir aos filmes, acabou por ser a figura central do debate pós-sessão.


Como o público era em sua maioria feminino, e contava com duas colegas da protagonista do filme, que é integrante do grupo de teatro OS CRESPOS, representando o outro filme de Leandro, o corpo feminino e suas dores e amores veio a tona.
O grande gol de Leandro Goddinho, em se tratando de um realizador promissor, ousado, que gosta de tratar de assuntos da negritude sem ser negro, e sem medo de lidar com formas duras de abordagem e tratamento dos personagens, e com uma direção de arte que explicita toda simbologia de seu discurso, mexeu com os sentimentos do público feminino, estimulou um debate vigoroso enquanto o Rio de Janeiro estava apenas no relaxamento 3 dias depois do temporal que acabou com a cidade, e disse a que veio.
Adaptado do conto homônimo de Marcelino Freire, e sem apelar para rostinhos padrão de estética global, mas belas figuras, como a protagonista de olhar penetrante e com uma energética performance, Mawusi Tulani (foto).
Este curta, tanto quantos os demais do seu repertório, merecem ser vistos, e Darluz estará de volta ao Rio de Janeiro, na mostra Espelho Atlântico, de Lilian Solá Santiago, que acontecerá nos próximos dias no Caixa Cultural. Não percam este e outros filmes "fora do eixo" americano, que terão raras chances de exibição aqui no Brasil.

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